Uma nova visão sobre beleza e elegância

BY Fernanda Rocha IN , , No comments

Após meu relato do post anterior, estou para fazer uma reflexão sobre beleza e elegância, já que comecei a refletir muito sobre esse assunto nos últimos tempos. Percebem que não sou a pessoa que vai procurar o que está na moda e vestir, gosto de refletir o que é beleza, o que é elegância, dois itens citados na minha lista de quem quero me tornar. Há posts que falo sobre essa lista. 

Qual tua visão sobre beleza? O que é ser belo para você? E elegância?


Confesso que sobre beleza eu me resumia a escolha do que eu achava bonito e do que eu não achava, isso sobre pessoas, paisagens, cores, fotos etc. 

Sobre elegância eu resumia a pensar que era quem tinha poder aquisitivo para comprar itens de marcas famosas, pessoas que viviam no luxo, que tinham certa pose para caminhar, pessoas que frequentavam lugares caros. 


Parecem definições tão insignificantes né? Porém, depois de um tempo, depois de muitos momentos de baixo astral, depressivos até, depois de me sentir muito feia e sem graça, e depois de conseguir recuperar um pouco da minha auto estima que eu não tinha em grande parte da minha vida, eu decidi que queria investir nisso, no sentido de: me arrumar melhor, de me comportar de maneira mais leve, mais segura perante as outras pessoas. Decidi, mas não sabia por onde começar.  

E parece que respondendo às minhas dúvidas, em 2024, a criadora de conteúdo Vitória Portes, lançou um curso chamado: O Código da Elegância! E eu, sem saber se ia conseguir pagar as parcelas, fiz a matrícula pouco tempo depois da live de lançamento. Deixo claro aqui que acompanho a Vitória desde a época que ela estudava Direito e postava no blog dela, blog que ela começou falando de decoração e em seguida sobre moda, o nicho que ela se fixou. Então sei que ela é uma pessoa competente, de ótimo conteúdo e imaginei que ela ia caprichar nesse curso. O que eu ia aprender, não sabia ao certo, tive uma leve ideia pela live que ela fez, mas nesta vi que muito do que eu queria transformar em mim, poderia começar por aí... por este curso.

Continuando...E assistindo ao curso dela e mais outras leituras e reflexões, mudei meus conceitos de beleza e elegância.


Beleza para mim se tornou o que não é exagerado, o que é equilibrado, o que tem cores (mas não muito fortes e não todas), formas e texturas que me agradam que são as que seguem essa ideia de não ser exageradas. Beleza para mim é educação, respeito, é comportamento, são determinadas atitudes.  Beleza é não se vitimar, é nunca deixar de sonhar. Beleza para mim vai agora além do externo, vai além do que os olhos veem.

Elegância para mim se tornou sinônimo também de equilíbrio e também de criatividade, de autoconhecimento e autoamor. É sinônimo de valores nobres, de respeito e discrição sem se anular no ambiente, é se fazer respeitar sem dar nenhum grito, é se fazer notar sem precisar de escândalos para isso nem de chegar vestida estilo árvore de Natal, é também conhecer o próprio corpo e respeitar as curvas (ou falta delas) que possuir. É gostar de si mesmo do jeito que é, com as partes preferidas e não preferidas também, é procurar formas não radicais e que não ofereçam riscos de melhorar. 

Elegância para mim agora tem a ver com saber usar os recursos que tem para fazer as melhores combinações possíveis, independente da renda que se tenha, é saber se comportar num ambiente extremamente simples e no ambiente mais luxuoso. Aqui friso que não é necessário saber todas as normas de etiquetas de um lugar. Por exemplo, dependendo de onde for, de lugares que não costumamos frequentar, algumas normas podemos não saber mesmo, mas uma pessoa elegante tentará se informar sobre o ambiente antes de ir e se cometer algum erro, alguma gafe, saberá reconhecer e se desculpar. Elegância para mim tem a ver com atitudes e valores nobres como já citei nesse texto, e uma combinação de roupas e calçados que valorizem de maneira harmônica o próprio corpo. 

Sobre minha mudança na definição de beleza, esta foi mudada principalmente pelo curso da Vitória Portes, aprendi muito lá e cada vez que reviso as anotações que fiz nas aulas, aprendo mais ainda. Ainda não coloquei em prática grande parte do que aprendi no curso, mas agora estou na fase de reassistir com mais calma as aulas e ler e estudar as anotações que fiz e os pdfs que ela criou. 

O dinheiro compra conforto sim, compra roupas caras, compra carros de luxo, compra remédios, paga internações em ótimos hospitais, paga viagens, paga comida de qualidade, entre várias outras coisas, porém, não compra bom caráter, não compra respeito (compre medo talvez), não compra controle emocional, dinheiro não compra bons valores, estes ou a pessoa tem ou não tem. 

Beleza e elegância para mim estão tendo outras definições e isso está me ajudando muito em como estou me vendo e tendo clareza nos pontos que tenho que melhorar.


Youtube: E quem curte assistir vídeos, encontrei no meu canal um vídeo que gravei em 2024 sobre esse assunto: https://www.youtube.com/watch?v=Rk6UZwi0vII&t=6s



Luz para você

O desastre de quando eu quis falar sobre moda

BY Fernanda Rocha IN , No comments

Quando eu disse que tinha escrito sobre a Fernanda que eu queria ser (vejam os 2 posts anteriores), coloquei como um dos itens o desejo de ser mais elegante, seja no comportamento e até na maneira de me vestir. Não que eu me vestisse mal, mas sinto que parei na juventude no quesito guarda-roupa e com as mudanças da década de 30 que comentei nessas postagens, eu comecei a não me identificar mais com o que tenho no guarda-roupa, ao mesmo tempo não sabia qual era meu estilo e nem o que eu gostava. Sobre elegância no comportamento, estava me sentindo um pouco uga uga na forma de caminhar, sempre com pressa, sempre correndo, sempre nervosa e com isso não cuidando nada da postura. Sendo "bicho do mato" por muito tempo eu acabei pegando o costume de chegar nos lugares que continham várias pessoas de uma forma arisca, na defensiva. Porém, eu tinha mudado, eu não era mais aquela pessoa do passado, não me identificava mais com esse comportamento de quem está sempre se protegendo do mundo e que tem vergonha de ser vista. Contudo, havia um detalhe: não entendia nada de elegância, apesar de amar consumir conteúdos sobre. Precisava de ajuda. 



Mas vamos voltar um pouquinho no tempo. Na era do auge dos blogs eu tentei ter um blog de moda, era moda ter um blog sobre moda, hehehehe. Eu achava incrível quem fazia esse tipo de conteúdo e eu queria fazer também, porque admirava as meninas que falavam sobre as tendências, colocavam foto do look do dia. Criei pela primeira vez o Beleza Própria, e comecei a acompanhar os desfiles de marcas que nunca tinha ouvido falar, escrevi sobre o que nunca tinha lido nada sobre, nem estudado. Eu queria falar de moda, mas até então nunca tinha me interessado por moda, até porque durante um tempo considerável da minha vida, outras pessoas ditaram o que eu deveria vestir. Eu queria fazer foto do look do dia também, mas quase sempre usava as mesmas roupas, cara lavada, vergonha de aparecer numa foto. Óbvio, não deu certo o blog e eu exclui. Ano passado o recriei com finalidade de ser uma voz que não entende muito do assunto, mas que dessa vez queria aprender. Me mostrei vulnerável em falar que o que eu ia compartilhar ia ser minha experiência pessoal, comecei então mostrando esmaltes e produtos que comecei a usar. Esses posts irão ao ar sim hein! Trouxe todos de lá, aguardem! Desisti de falar sobre desfiles já que é algo que não tenho conhecimento sobre.  Mas como sabem, não continuei atualizando. 

Agora com o Conexão Essência, Beleza Própria será a categoria que vou falar sobre roupas, produtos, acessórios sim. Tudo pela voz de uma pessoa que está se encontrando nesse meio, que ainda não mudou o guarda-roupa por falta de dimdim (roupa é cara né?), mas que aos poucos está se desfazendo de peças que não tem mais a ver com meu jeito e está anotando e procurando peças que combinem melhor com minha fase atual. Um tipo de roupa que andei comprando e acredito que vou precisar sempre é de academia, já que voltei aos treinos nesse ano. 

Quando eu quis falar sobre moda, foi um desastre, porque eu não entendia nada do assunto, apenas admirava quem criava conteúdo sobre isso. Hoje vejo que isso ficou dentro de mim, essa admiração em cuidar mais da parte externa, do visual, afinal quem nunca julgou alguém pelo externo? Talvez exista essas pessoas sim, mas em algum momento da nossa vida, provavelmente avaliamos alguém dessa forma. Não quero parecer quem não sou, pelo contrário, quero é conseguir mostrar através da minha lataria (maneira carinhosa que me refiro a minha forma de arrumar cabelo, forma de sair com meu rosto só lavado ou maquiado e as roupas que eu estiver vestindo) quem sou hoje, quem é a nova Fernanda. Não quero parecer frágil de uma forma que dê a entender a algumas pessoas que elas podem me tratar de qualquer jeito ou que eu sou um ser sem conteúdo a agregar. Não que a opinião dos outros me importe, o que me importa é a forma como sou tratada e isso tem muito a ver com o que mostramos aos outros. 


Não serei a pessoa que entende de moda, deixo esse assunto para quem cria conteúdo sobre, mas serei a pessoa que entende sobre o que gosta, o que faz bem para si. E sobre isso vou compartilhar com vocês. 


Luz para você!

A Fernanda que defini ser e a atual fase de transição

BY Fernanda Rocha IN , , No comments

Esse post é continuação deste aqui!

No post anterior comentei sobre quando eu escrevi literalmente no papel quem eu gostaria de ser. Escrevi tanto os valores que queria ter, quanto o tipo de comportamento que gostaria de ter, como eu queria ser vista, lembrada. Mas não de uma forma falsa, mecânica, mas como algo natural que eu queria desenvolver. 



Inicialmente eu achei que planejar quem eu queria me tornar fosse algo falso, como se eu quisesse ser quem eu não era. Com o tempo e graças a algumas postagens da Vitória Portes, eu vi que isso não tinha nada de falso, bem pelo contrário, planejar quem eu queria ser era sair do automático, do caminhar pelos caminhos que os outros tinham escolhido, era parar de seguir a modinha, a multidão e colocar minha personalidade nas minhas escolhas, nas minhas decisões, era ter consciência de quem eu era de verdade, das coisas que eu gostava realmente, do que eu valorizava, de como eu gostaria ser vista, valorizada, respeitada. Era a decisão de qual marca eu queria deixar no mundo. 

Foi aí que comecei a escolher quais valores eu queria ter, qual seria minha base de vida, que comportamento eu queria ter que fosse mais compatível com a Fernanda que morava dentro da minha alma e que estava escondida. Aliás, foi isso que me despertou a vontade de construir uma nova Fernanda: juntamente com as descobertas da minha década de 30 (veja post anterior), havia também uma Fernanda escondida que até então ansiava em sair pro mundo. Uma Fernanda que sempre existiu, desde criança, mas que de certa forma foi sufocada. Uma Fernanda que queria se comunicar mais, ser vista, notada, uma Fernanda que queria brincar, ser leve, feliz, que não tinha medo de sonhar e correr atrás de sonhos, que queria ser respeitada...enfim...havia uma Fernanda abafada, sufocada, que teve as asas cortadas para nunca voar quando na verdade a missão dela era justamente essa: voar!

Essa Fernanda foi escondida, humilhada, fizeram ela acreditar que ela não prestava e que não tinha condições de ser quem sonhava ser, fizeram ela acreditar que tinha culpa por muitas coisas que ela, na verdade, era apenas vítima. Mas quando essa mesma Fernanda fez as descobertas na sua década de 30, ela começou a tomar as rédeas da própria vida, e quando definiu quem queria ser, ai começou uma transformação que ia ganhar velocidade e que ia finalmente pegar na mão da Fernanda escondida e ia puxar ela para fora, para o mundo, para onde ela sempre deveria ter vivido. 

E para quem ficou curioso sobre o que tinha na lista de quem eu queria ser, vou citar algumas coisas: 

- Ser uma pessoa que os outros respeitassem e que iria exigir respeito de quem não agisse assim;

- Ser uma pessoa que não ia ter vergonha de ser quem é;

- Ser uma pessoa que não ia ter medo de ser vista, notada, valorizada;

- Ser uma pessoa que ia sim reconhecer seus erros, mas estes não iriam ser fardos que carregaria pelo resto da vida. Se eu errasse, iria pedir desculpas, corrigir e aprender com o erro, sem culpas eternas.

- Ser uma pessoa que ia cuidar mais da saúde;

- Ser uma pessoa elegante no sentido de comportamento e harmonia comigo mesma e com o ambiente que vivo;

- Uma pessoa que não iria mais caminhar curvada, que não ia mais caminhar só olhando para o chão, que não teria vergonha de olhar no rosto das pessoas, mas sim que iria fazer com gentileza e respeito;

- Que ia se aprofundar mais em um dos assuntos que sempre gostou: comunicação;

- Que ia se dedicar a hobbies;

- Que queria deixar uma marca de luz na vida das pessoas que passassem na minha vida;

- Que um dia iria contar sua história na íntegra para ajudar outras pessoas que passaram ou passam pelas mesmas coisas (há projetos nesse sentido).


Enfim, a lista é grande, compartilhei só um pedacinho. Mas e depois dessa lista, o que veio? 

Veio eu perceber que muitas coisas escritas nela já existiam dentro de mim, eu precisava apenas reforçar elas, colocar em prática o que elas significavam. Já a parte que eu não tinha desenvolvida, eu procurei formas de aprender, ser, agir. Comecei por pequenos gestos, poucas palavras que foram ganhando força conforme eu ia usando elas. Fui me sentindo cada vez mais conectada com minha essência, fui me sentindo mais leve, mais feliz, mais eu mesma. 

Mas os desafios não pararam por aí, porque durante o ano de 2025 houveram 3 acontecimentos bem importantes na minha vida: minha formatura na segunda graduação; a reforma da minha casa (e eu acampada dormindo no chão na metade da casa que não necessitava de reforma) e um fato novo na minha vida que não tem a ver comigo mas que interfere na minha vida. Sem eu perceber comecei a entrar numa fase de transição e assim eu me sinto até o momento. Se 2025 foi um ano de fatos marcantes, 2026 está sendo uma fase de transição em quase todas as áreas da minha vida. De uma vida dentro de um vilarejo, para uma vida dentro de um castelo (não preciso dizer que isso é em sentido figurado né?). Vivo agora a transição, o caminhar até esse castelo. Estou assumindo funções que até então não eram minhas, estou configurando meu novo mundo ao meu gosto, estou escolhendo minhas lutas e descartando o que não me acrescenta, estou escrevendo as minhas leis, as que comandarão minha vida. Estou escolhendo um novo ofício, uma nova área para explorar e me aventurar. 

Nessa fase de transição há tantas subfases que nem eu mesma sei quais são, sei que já vivi a de descobertas das novas ocupações e dos desafios atuais, passei também pela fase de exaustão mental de uma pós reforma, estou na fase de arrumação do ambiente físico e ao mesmo tempo rascunhando os novos mundos que quero explorar. O que virá pela frente não sei, mas sei que meu mundo está bagunçado atualmente, mas é uma bagunça boa... aquela bagunça de tirar tudo do lugar (fisicamente, mentalmente, energeticamente), limpar o mofo, colocar fora o que não presta mais, encomendar "móveis", rever nichos, escolher o que manter...

E essa bagunça está se refletindo até aqui, pois logo depois dos posts introdutórios sobre o blog eu não sabia o que postar, o que escrever, apesar que estarei trazendo posts feitos no Beleza Própria e no Vale da Luz. Entretanto, eu não queria chegar direto com esses posts, eu precisava antes conversar com vocês... 

Minha atual fase de transição não sei quanto tempo vai durar, mas sei que já estou conseguindo ver alguma coisa, uma visão ainda borrada, mas uma visão da nova fase de vida que vai me trazer muitas alegrias. O que estou procurando fazer é me preparar da melhor forma para quando ela chegar, tudo o que posso fazer agora estou fazendo, tudo o que eu acredito que possa me ajudar mais adiante, estou fazendo, providenciando. 

E não se preocupem, vou compartilhar tudo por aqui, mesmo que alguns pontos eu não possa revelar totalmente. 

Deixo então essa reflexão: às vezes tua vida não está parada, ela apenas está passando por uma fase de transição, a bagunça que você pode estar vivendo hoje é a limpeza para novos ares, novos desafios, nossa fase de vida. 

Luz para você!


Quando dei um novo significado para minha vida

BY Fernanda Rocha IN , , 2 comments

Nem sei como começar essa postagem. Fazer os primeiros posts daqui foi fácil, dizer quem sou, explicar como vai funcionar o blog, porquê do nome...mas e agora? Por onde começar de fato as postagens? Estou vivendo um período de transição na minha vida e talvez isso cause bagunça na minha mente e por isso ao escrever me perco em escolher um tema para começar. Então, natural que eu fale sobre essa bagunça...


Eu tive fases marcantes na minha vida, todos nós temos, mas não como a fase atual, essa está sendo a mais marcante de todas. Eu tive uma infância de um modo X, a vida adulta até meus 30 anos convivendo com muitos assuntos não resolvidos desde meus primeiros anos de vida e isso não porque eu não queria resolver, mas porque eu não via com clareza o que estava de fato acontecendo (num futuro acredito que nem tão longo falarei aqui sobre isso). Aos 30 anos tive uma amiga que começou a me dar pistas do que estava acontecendo, começou a me abrir os olhos para alguns assuntos que eu achava que era eu o problema, depois eu busquei e apareceram pessoas que foram, cada uma, me clareando mais e mais a visão. Passei por momentos tensos sim quando tive uma depressão na minha década de 30, mas ao mesmo tempo foi um período que rendeu muitos frutos, já que coloquei pra fora muitas coisas que não me faziam bem. Melhorei, novos ares e uma visão muito mais clara da minha vida. Energizada para uma nova fase, ai veio a pandemia. Me recolhi, me cuidei, fiquei em casa o máximo de tempo que pude, apesar de sair muito já que uma casa e a vida de uma pessoa precisa de muitas coisas que são vendidas em outros lugares. Foi um período difícil, mas que também me renovei, fiz uma pós-graduação online e cada dia que passava fui vendo mais e mais o significado que eu dava para mim mesma e como eu devia ajustar isso.

Fim da pandemia, perdida, mais sozinha, já que duas pessoas que me eram muito próximas, amigos, se afastaram. E ao mesmo tempo que eles minha base de segurança na vida (uma dessas pessoas a que me abriu os olhos para algumas coisas que eu vivia) vi que eles eram minha zona de conforto que me impedia de voar. Não entendam mal, eles foram essenciais na minha vida pelo tempo que ficaram, ao lado dessas duas pessoas me senti segura ao ver com outros olhos muitos aspectos de minha vida, mas ai eles se afastaram. Num primeiro momento me senti sem chão, sem a segurança de ter com quem conversar ou pedir um conselho, me senti sozinha. Mas poucos meses depois vi que foi a melhor coisa que aconteceu, pois agora entendendo de fato minha vida e sabendo que eu não era o monstrinho que eu achava que eu era, pude dar novos significados para minha vida e a ter forças e condições de caminhar sozinha, de ser dona da minha vida, dos meus pensamentos, de ser dona do meu mundo, mas isso só pôde acontecer quando fiquei sem essas duas pessoas amigas que tanto me ajudaram e que continuaram me ajudando quando se afastaram, continuaram me ajudando ao deixar eu viver sozinha, sem um porto seguro para correr e desabafar, ao me deixar reforçar minha base de vida e a construir quem eu sempre quis ser. Meu porto seguro tem que ser eu mesma, meus valores, minha autoestima. Ter amigos é ótimo, mas eles devem ser complementos, e não a nossa base.... a nossa base tem que ser nós mesmos. 


Sai desse período solitário mais forte. Como fiz isso? Primeiro sentindo e vivendo a tristeza das duas pessoas amigas quando se afastaram. Depois por escrever, literalmente escrever em papel, quem eu gostaria de ser (haverá post sobre isso). Quando eu coloquei no papel quem eu gostaria de ser em vários aspectos, percebi que muitos itens eu já era, já tinha em mim, agora era só reforçá-los. Os "itens" que eu não tinha, busquei aprender, adquirir, entender como absorver. Aviso: Essa busca é constante, nunca acaba. 

Sobre quem eu quis ser, como disse, haverá post sobre isso, mas aqui quero deixar uma mensagem: para entender nosso EU do presente e poder ser o EU que desejamos ser, é preciso reviver o passado e entender o que não nos fez feliz. É necessário sim talvez sofrer alguns momentos novamente para dar nossos significados a eles, entender porque aconteceram ou simplesmente para enterrá-los definitivamente. Eu fiz isso e entendi tantas coisas da minha vida até os 30 anos! Haviam explicações técnicas, científicas, médicas para a origem de tantos momentos tensos. Eu nunca fui a bruxa, a malvada, a vilã como eu pensei que era e essa visão me tirou um peso tão gigante das costas! Tudo isso graças a olhar pro passado, entender o que deu certo e o que me fez mal e este, porque me fez mal, quais foram as origens? Entender tudo isso deu um significado todo novo para minha vida. Posso dizer que a década de 30 da minha vida foram de descobertas, nova visão da vida, novos significados e construção de quem eu queria ser. 


Esse post tem continuação, mas o que quero deixar aqui para você é a mensagem de que: nunca é tarde para passar a vida a limpo; que muitas coisas tem explicação sim e que nem sempre nós somos os vilões (às vezes somos, hehehe). E principalmente: que sempre podemos reiniciar...nos reconstruir...


Luz para você!

Voltando ao prazer da escrita!

BY Fernanda Rocha IN , 2 comments

Já disse para vocês sobre minha jornada até criar esse blog e mesmo com os temáticos criados anteriormente, havia muito tempo que eu não criava uma rotina de escrever por aqui... 










Retomando o que temos hoje em dia ditado como moda e hábitos incorporados por muitas, muitas pessoas, atualmente nem precisamos pensar mais, apenas consumir vídeos (se é que dá para chamar de vídeos) de poucos segundos. Nos dias atuais somos bombardeados por tanta informação que nem temos tempo de processá-las. 

Mesmo assim confesso: entrei nessa onda também, e vi que eu estava emburrecendo...minha ansiedade aumentou (algo que eu não tinha na época de ouro dos blogs), comecei a ficar irritada, sem paciência com nada e com dificuldades em ler mais que 10 páginas de um livro. 

Além dos alertas acima, senti que meu contato com telas estava me fazendo mal, pensando bem, não é o contato com telas, mas sim com redes sociais apressadas, de conteúdo rápido como o Instagram, esse tipo de rede social estava me prejudicando muito. 

Como descobri? Um tempinho atrás resolvi tirar uns dias para descansar, para deixar um pouco de lado responsabilidades e ficar a toa em casa (acredito que foi no início de 2025), por mais que em casa sempre tenha o que fazer. Fiquei uma semana nessa folga, mas os 3 primeiros dias fiquei a toa especificamente nas redes sociais e isso fez eu sentir que não estava conseguindo descansar, foi aí que tive a ideia de no sábado e domingo dessa específica semana, ficar sem ver Instagram, sexta, sábado e domingo sem mexer no meu WhatsApp de trabalho e olhar poucas vezes no dia, no máximo 3, o meu WhatsApp pessoal. Sim, tenho 2 WhatsApp. 

Resultado? Minha cabeça finalmente descansou. Com isso vi que o Instagram estava me fazendo mal. Porém nos dias de hoje é onde as pessoas são vistas, e quem é autônomo como eu e que deseja crescer trabalhando por conta própria estar lá é muito vantajoso. Por este motivo não sai de lá, e nem quero, mas focarei em produzir mais conteúdos lá e não tanto em consumir. O problema não é acessar, o problema é o tempo que ficamos nesses locais e o que vimos neles. Se é um conteúdo que agrega, ok.... se é apenas ficar rolando a tela sem ter uma intenção, aí que é o problema. 

Eu mesma, tenho uns perfis de lá que adoro acompanhar e continuarei, mas serão esses, pronto. Não quero mais ficar passando o dedo na tela vendo coisas aleatórias, mas vou ver sim conteúdo de pessoas específicas que admiro e que me passam algo bom. 

Youtube é outra rede social e confesso que é a que mais gosto, tanto que tenho também um canal lá, e meu foco é produzir mais conteúdos para lá, voltar já que durante ano passado não consegui tempo para isso. Pinterest eu amo também, um local cheio de inspiração. 

Mas além de visitar esses locais, de uns tempos para cá eu estava sentindo falta de voltar a exercitar meu cérebro e escrever, e ler são duas formas de fazer isso. Depois de meses de reformas e arrumações (que estou finalizando agora), consegui voltar a ler livros, algo que ano passado não tive muito tempo de fazer. 

Porém, estava faltando o escrever. No Instagram até dá para fazer postagens com texto, mas são postagens que ficam perdidas pois lá não há a opção de pesquisar postagens por data, mês, ano. Para acessar a primeira postagem de alguém é preciso ter paciência para rolar a tela até chegar nela e isso pode levar vários minutos caso a pessoa tenha muitas postagens no feed. Tá, mas para quê desejar ver a primeira postagem da pessoa?

Eu, Fernanda, gosto de ver a evolução de pessoa com o tempo, gosto de conferir postagens antigas e talvez muito interessantes, gosto de conhecer um pouco da pessoa (dentro da parcela de vida que a rede social permite), gosto de saber os pontos de vista dela e sim...um pouco da vida dela sim, mas como meio inspirador e não de eu querer ser a fofoqueira na minha rodinha de conhecidos. Porém com o Instagram é difícil essa pesquisa por postagens mais antigas, lá tudo é rápido, instantâneo, volátil, descartável. 

Então tive a saudade e vontade de exercitar minha escrita aqui, no velho e duradouro blogspot mesmo que não tenha nenhum leitor, eu estarei escrevendo porque sei que vou me beneficiar dessa escrita, voltarei a ser um ser pensante e que sabe argumentar e falar e principalmente ESCREVER. Ok, minha escrita não deve estar lá grandes coisas, culpa do conteúdo descartável que consumi nos últimos anos, mas com o tempo quero melhorar aqui. 


O tempo que eu gastaria consumindo conteúdos aleatórios no Instagram, vou escrever aqui e no Trilhas Culturais (único outro blog que continuarei em paralelo com esse aqui) e dessa forma ajudar meu cérebro a voltar com a boa forma que um dia ele já teve. 


Luz para você!


OBS: A figurinha piscante escolhida foi de propósito para lembrar do tempo que enfeitávamos muito sim nossos blogs, mas escrevíamos e usávamos bem mais o cérebro.