A Fernanda que defini ser e a atual fase de transição

BY Fernanda Rocha IN , , No comments

Esse post é continuação deste aqui!

No post anterior comentei sobre quando eu escrevi literalmente no papel quem eu gostaria de ser. Escrevi tanto os valores que queria ter, quanto o tipo de comportamento que gostaria de ter, como eu queria ser vista, lembrada. Mas não de uma forma falsa, mecânica, mas como algo natural que eu queria desenvolver. 



Inicialmente eu achei que planejar quem eu queria me tornar fosse algo falso, como se eu quisesse ser quem eu não era. Com o tempo e graças a algumas postagens da Vitória Portes, eu vi que isso não tinha nada de falso, bem pelo contrário, planejar quem eu queria ser era sair do automático, do caminhar pelos caminhos que os outros tinham escolhido, era parar de seguir a modinha, a multidão e colocar minha personalidade nas minhas escolhas, nas minhas decisões, era ter consciência de quem eu era de verdade, das coisas que eu gostava realmente, do que eu valorizava, de como eu gostaria ser vista, valorizada, respeitada. Era a decisão de qual marca eu queria deixar no mundo

Foi aí que comecei a escolher quais valores eu queria ter, qual seria minha base de vida, que comportamento eu queria ter que fosse mais compatível com a Fernanda que morava dentro da minha alma e que estava escondida. Aliás, foi isso que me despertou a vontade de construir uma nova Fernanda: juntamente com as descobertas da minha década de 30 (veja post anterior), havia também uma Fernanda escondida que até então ansiava em sair pro mundo. Uma Fernanda que sempre existiu, desde criança, mas que de certa forma foi sufocada. Uma Fernanda que queria se comunicar mais, ser vista, notada, uma Fernanda que queria brincar, ser leve, feliz, que não tinha medo de sonhar e correr atrás de sonhos, que queria ser respeitada...enfim...havia uma Fernanda abafada, sufocada, que teve as asas cortadas para nunca voar quando na verdade a missão dela era justamente essa: voar!

Essa Fernanda foi escondida, humilhada, fizeram ela acreditar que ela não prestava e que não tinha condições de ser quem sonhava ser, fizeram ela acreditar que tinha culpa por muitas coisas que ela, na verdade, era apenas vítima. Mas quando essa mesma Fernanda fez as descobertas na sua década de 30, ela começou a tomar as rédeas da própria vida, e quando definiu quem queria ser, ai começou uma transformação que ia ganhar velocidade e que ia finalmente pegar na mão da Fernanda escondida e ia puxar ela para fora, para o mundo, para onde ela sempre deveria ter vivido. 

E para quem ficou curioso sobre o que tinha na lista de quem eu queria ser, vou citar algumas coisas: 

- Ser uma pessoa que os outros respeitassem e que iria exigir respeito de quem não agisse assim;

- Ser uma pessoa que não ia ter vergonha de ser quem é;

- Ser uma pessoa que não ia ter medo de ser vista, notada, valorizada;

- Ser uma pessoa que ia sim reconhecer seus erros, mas estes não iriam ser fardos que carregaria pelo resto da vida. Se eu errasse, iria pedir desculpas, corrigir e aprender com o erro, sem culpas eternas.

- Ser uma pessoa que ia cuidar mais da saúde;

- Ser uma pessoa elegante no sentido de comportamento e harmonia comigo mesma e com o ambiente que vivo;

- Uma pessoa que não iria mais caminhar curvada, que não ia mais caminhar só olhando para o chão, que não teria vergonha de olhar no rosto das pessoas, mas sim que iria fazer com gentileza e respeito;

- Que ia se aprofundar mais em um dos assuntos que sempre gostou: comunicação;

- Que ia se dedicar a hobbies;

- Que queria deixar uma marca de luz na vida das pessoas que passassem na minha vida;

- Que um dia iria contar sua história na íntegra para ajudar outras pessoas que passaram ou passam pelas mesmas coisas (há projetos nesse sentido).


Enfim, a lista é grande, compartilhei só um pedacinho. Mas e depois dessa lista, o que veio? 

Veio eu perceber que muitas coisas escritas nela já existiam dentro de mim, eu precisava apenas reforçar elas, colocar em prática o que elas significavam. Já a parte que eu não tinha desenvolvida, eu procurei formas de aprender, ser, agir. Comecei por pequenos gestos, poucas palavras que foram ganhando força conforme eu ia usando elas. Fui me sentindo cada vez mais conectada com minha essência, fui me sentindo mais leve, mais feliz, mais eu mesma. 

Mas os desafios não pararam por aí, porque durante o ano de 2025 houveram 3 acontecimentos bem importantes na minha vida: minha formatura na segunda graduação; a reforma da minha casa (e eu acampada dormindo no chão na metade da casa que não necessitava de reforma) e um fato novo na minha vida que não tem a ver comigo mas que interfere na minha vida. Sem eu perceber comecei a entrar numa fase de transição e assim eu me sinto até o momento. Se 2025 foi um ano de fatos marcantes, 2026 está sendo uma fase de transição em quase todas as áreas da minha vida. De uma vida dentro de um vilarejo, para uma vida dentro de um castelo (não preciso dizer que isso é em sentido figurado né?). Vivo agora a transição, o caminhar até esse castelo. Estou assumindo funções que até então não eram minhas, estou configurando meu novo mundo ao meu gosto, estou escolhendo minhas lutas e descartando o que não me acrescenta, estou escrevendo as minhas leis, as que comandarão minha vida. Estou escolhendo um novo ofício, uma nova área para explorar e me aventurar. 

Nessa fase de transição há tantas subfases que nem eu mesma sei quais são, sei que já vivi a de descobertas das novas ocupações e dos desafios atuais, passei também pela fase de exaustão mental de uma pós reforma, estou na fase de arrumação do ambiente físico e ao mesmo tempo rascunhando os novos mundos que quero explorar. O que virá pela frente não sei, mas sei que meu mundo está bagunçado atualmente, mas é uma bagunça boa... aquela bagunça de tirar tudo do lugar (fisicamente, mentalmente, energeticamente), limpar o mofo, colocar fora o que não presta mais, encomendar "móveis", rever nichos, escolher o que manter...

E essa bagunça está se refletindo até aqui, pois logo depois dos posts introdutórios sobre o blog eu não sabia o que postar, o que escrever, apesar que estarei trazendo posts feitos no Beleza Própria e no Vale da Luz. Entretanto, eu não queria chegar direto com esses posts, eu precisava antes conversar com vocês... 

Minha atual fase de transição não sei quanto tempo vai durar, mas sei que já estou conseguindo ver alguma coisa, uma visão ainda borrada, mas uma visão da nova fase de vida que vai me trazer muitas alegrias. O que estou procurando fazer é me preparar da melhor forma para quando ela chegar, tudo o que posso fazer agora estou fazendo, tudo o que eu acredito que possa me ajudar mais adiante, estou fazendo, providenciando. 

E não se preocupem, vou compartilhar tudo por aqui, mesmo que alguns pontos eu não possa revelar totalmente. 

Deixo então essa reflexão: às vezes tua vida não está parada, ela apenas está passando por uma fase de transição, a bagunça que você pode estar vivendo hoje é a limpeza para novos ares, novos desafios, nossa fase de vida. 

Luz para você!


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